Olhão
Terra de gente do mar
O nome da cidade, dizem os antigos que se deve a existência de vários “olhos de água” (fonte, nascente ou poço de grande caudal), na região propiciando a fixação de pessoas no local e a construção das primeiras palhotas de cana e colmo na zona que hoje conhecemos como a zona baixa da cidade.
Por volta de 1840 instalou-se na região (em Marim) a primeira armação de atum que atraiu dezenas de pescadores e as suas famílias. A abundância de peixe na zona foi o factor decisivo para a permanência dos mesmos. Já na primeira metade do séc. XX, a instalação da indústria de conservas de peixe, transformou Olhão numa vila extremamente rica e produtiva. Esta indústria foi apoiando o desenvolvimento e expansão de outras actividades tais como a pesca, a litografia, a produção de chaves para as latas de conserva e a produção de sal.
Lamentavelmente, na última metade do século XX, a decadência da indústria conserveira e da própria pesca empobreceu a vila. Actualmente podemos encontrar uma cidade renascida que continua a ter como actividade principal a pesca mantendo alguma produção de conserva de peixe e patés nas suas fábricas, apesar do declínio do sector, no entanto aventura-se também com segurança no turismo de qualidade, tendo investindo na construção do porto de recreio e moradias de qualidade superior.
Existem vários locais dignos de visita, no entanto na área do património destacamos a igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, edifício do século XVII, a Ermida de Nossa senhora da Soledade, o chalé de Marim, e os mercados da cidade, recentemente recuperados e o ex-líbris da cidade onde poderá encontrar os produtos típicos da região: peixe, frutas e legumes frescos, mel, etc. Nas noites de Verão a zona dos mercados é local de animação constante.
Aconselhamos ainda uma visita aos bairros mais antigos da cidade onde poderá gozar de um agradável passeio pelo meio do casario branco com ruas estreitas onde abundam as tradicionais casas com terraços em vez de telhados.
Como qualquer cidade do litoral Algarvio a sua gastronomia baseia-se no peixe e marisco que chega fresquinho à lota e é imediatamente distribuído pelos restaurantes da cidade. Se é apreciador de marisco não perca o maior festival algarvio desta iguaria – Festival do Marisco, que decorre em Olhão em pleno Verão e atrai vários milhares de pessoas.
Os veraneantes adeptos de praia têm à sua disposição a praia da ilha do Farol – Culatra. Podem chegar lá de barco que sai diariamente e varias vezes por dia da cidade.
Os amantes da Natureza vão poder desfrutar do Parque Natural da Ria Formosa, dado que na região se encontra a sua sede. Este oferece aos seus visitantes um percurso pedestre de 3 Km, no qual podem visitar:
- A estação romana do séc. IV, com vestígios de antigos tanques de salga de peixe
- O moinho de maré
- A barca de atum que levava o pescado às fábricas de conserva da área
- O observatório de aves em liberdade
- Um aquário anexo ao Centro de Educação Ambiental
- O Centro de Recuperação de Aves, onde se reabilitam aves feridas
- O Centro de Reprodução e Criação de Cães-de-Água do Algarve



